Os carros elétricos estão cada vez mais populares no Brasil. Em julho deste ano, as vendas de carros eletrificados no país atingiram novo recorde em com 61.781 unidades comercializadas, o equivalente a 23,3% do mercado de veículos zero-quilômetro. Em 2025, os modelos elétricos já representaram 13% das vendas de carros no mercado brasileiro, um recorde que deve ser quebrado em 2026.
Uma das consequências do aumento no volume de carros elétricos no país é que os brasileiros ficam mais expostos a cinetose, também conhecida como “enjoo de movimento”. É aquele mal-estar que pode ocorrer durante viagens de carro, barco, avião ou trem. Ele é provocado por uma confusão de sinais enviados ao cérebro. Os carros elétricos entram nessa equação pois alguns estudos apontam para uma ocorrência maior da cinetose nesses modelos.
A cinetose surge de um conflito entre o que o seu corpo sente e o que os seus olhos veem. Por exemplo, uma pessoa lê mensagens no celular no banco de trás de um carro em movimento: os olhos veem algo parado, mas o ouvido sente a vibração e o deslocamento do veículo. Ou seja, cada parte do corpo transmite uma informação diferente ao cérebro e isso pode provocar sintomas como náusea, tontura e vontade de vomitar.
O “enjoo de movimento” acaba sendo mais comum em carros elétricos por alguns motivos, sendo o principal a aceleração. Nos elétricos, ela é imediata e acontece de forma muito mais suave, dando menos tempo ao cérebro de identificar que estamos em movimento.
