Miriam Leitão: Brasil defende multilateralismo na OMC
O Brasil ganhou um reforço importante no seu enfrentamento ao tarifaço dos Estados Unidos nesta semana, depois que a China pediu para participar das consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a ação brasileira contra o tarifaço imposto por Donald Trump.
A avaliação é de dois especialistas consultados pela BBC News Brasil.
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"Para o Brasil, isso é importante porque o país ganha não apenas um aliado, mas 'o' aliado. A China é hoje a principal potência mundial em termos de comércio, investimentos e também em termos geopolíticos", afirma Ana Garcia, professora de Relações Internacionais e coordenadora do Centro de Estudos Avançados (CEA) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).
"É um apoio indireto, de uma espécie de amigo que não precisa necessariamente agir imediatamente contra os EUA, mas que pode fazê-lo mais adiante, caso seja diretamente afetado. E a China possui muito mais espaço de barganha e poder de contestação contra os EUA do que o Brasil. Eles têm meios de retaliação aos EUA onde o Brasil é mais frágil."
Para Pablo Ibañez, que é integrante do centro de estudos Brics Policy Center e também professor da UFRRJ, o pedido chinês pode ser entendido como um apoio ao argumento do Brasil contra os EUA.
Entrada da China na ação do Brasil na OMC ajuda a combater guerra tarifária contra os EUA?
