O doutor em Direito Constitucional Fernando Capano defendeu a revisão em plenário da decisão de Alexandre de Moraes que determinou buscas contra o jornalista Luís Pablo e suas fontes em caso no Maranhão. Para Capano, é “imprescindível” que o Supremo Tribunal Federal se posicione coletivamente sobre o que ele classificou como um “precedente gravíssimo”.
Em entrevista ao Agora CNN, o especialista ressaltou que o STF não pode ser reduzido à atuação individual de seus integrantes. “Nós precisamos, de novo, compreender que o Supremo não é o ministro X, nem o ministro Y, nem o ministro Z. O Supremo é uma corte constitucional que funciona idealmente a partir da fala do seu plenário”, afirmou Capano.
A declaração ocorre na esteira da decisão, por parte do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou medidas de busca e apreensão contra o ex-secretário do governo do Maranhão Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista maranhense Luís Pablo.
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Jornalismo legítimo como valor a ser preservado
Capano reconheceu que crimes devem ser investigados e que as pessoas precisam ser responsabilizadas. No entanto, para ele, isso não deve ocorrer por meio do jornalismo legítimo.
