O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem evitado entrevistas à mídia tradicional e sinalizou que não participará dos debates presidenciais no primeiro turno. Ao mesmo tempo, tem dado entrevistas a comunicadores digitais, que oferecem um ambiente mais informal e com menos perguntas sobre temas desconfortáveis para o petista.
Antes da pré-campanha, a estratégia de comunicação do presidente nos últimos meses vinha sendo conciliar as viagens de Lula aos Estados com entrevistas exclusivas a canais de TV e rádios locais. Entrevistas a veículos de mídia tradicional que estão diariamente na cobertura nacional do Palácio do Planalto rarearam nos últimos tempos. A última entrevista de Lula foi à Record TV, em julho de 2025, logo depois do anúncio do tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos.
Com a proximidade da campanha eleitoral, o presidente também deixou de falar com os veículos regionais e passou a apostar em entrevistas informais para a mídia digital, podcasts, videocasts etc. Esse tipo de ambiente permite uma conversa mais descontraída e menos focada nos temas mais tensos. Em geral, o ambiente é menos hostil.
+ Leia mais notícias de Imprensa em Oeste
Lula concedeu uma entrevista nesta sexta-feira, 14, às comunicadoras do Não Inviabilize, Deia Freitas, e do As Cunhãs, Inês Aparecida e Hébely Rebouças. O Não Inviabilize é o podcast brasileiro mais ouvido no Spotify. O produto não é jornalístico.
