O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a ser alvo de críticas de organismos internacionais vinculados à defesa da liberdade de imprensa. O movimento se dá rem razão da decisão adotada pelo magistrado brasileiro na última terça-feira, 11, que resultou em operação de busca e apreensão contra uma fonte do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida.
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) repudiou a postura de Moraes no dia seguinte à ação. Para a entidade, a situação representa "grave ameaça ao exercício do jornalismo e estabelece um perigoso precedente".
A SIP reforçou que violar a fonte de um jornalista vai além de ir contra o que a Constituição brasileira assegura. A iniciativa informou que tal direito é previsto na Declaração de Princípios sobre Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
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"A proteção das fontes confidenciais não constitui um privilégio do jornalista, mas uma garantia indispensável para que os cidadãos possam fornecer informações de interesse público sem medo de represálias", observou o presidente da SIP, Pierre Manigault.
