Os jornalões publicaram, nesta semana, editoriais sobre a afronta feita pelo ministro Alexandre de Moraes à liberdade de imprensa, mais uma na sua lista, ao chancelar a violação do sigilo de fonte do jornalista maranhense Luis Pablo, levada a cabo pela PF com o aval da PGR.
Para alcançar Luis Pablo, Alexandre de Moraes enfiou o jornalista no Inquérito das Fake News, aquele aberto para acabar somente no fim do mundo.
Quando atacam o autoritarismo rampante do ministro, os jornalões teriam de se haver com o pecado original do seu apoio à abertura do inquérito, aberto de ofício no longínquo 2019, a pretexto de combater as ameaças do bolsonarismo ao STF e à democracia.
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Munido do tacape do inquérito, Alexandre de Moraes não demorou a mostrar o verdadeiro intento do procedimento: amordaçar quem ousasse criticar ministros do Supremo ou revelar aspectos desabonadores da conduta deles.
Apenas um mês após a abertura do inquérito, a revista Crusoé, do qual eu era publisher, foi censurada por Alexandre de Moraes por ter publicado reportagem que revelou que o ministro Dias Toffoli era citado em um e-mail de Marcelo Odebrecht como “o amigo do amigo de meu pai”, em referência a Lula e Emílio Odebrecht. O mesmo Dias Toffoli, então presidente do STF, que tirou o inquérito da cartola e escolheu o colega para ser o relator de maneira discricionária.
