Um levantamento inédito realizado no Rio Grande do Sul dimensionou o impacto econômico da deriva de herbicidas utilizados principalmente em lavouras de grãos sobre a produção de uvas. Segundo o estudo, os prejuízos provocados pelo problema ultrapassaram R$ 210 milhões entre 2018 e 2025, considerando perdas de produção, aumento dos custos de manejo e necessidade de renovação antecipada dos vinhedos.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado (ConceVitis-RS) e pela Fundação Empresa-Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
O levantamento analisou mais de 400 ocorrências de deriva registradas no estado, além de entrevistas realizadas em diferentes regiões vitivinícolas e análises territoriais. Ao todo, foram identificados pelo menos 700 hectares de vinhedos afetados.
Os pesquisadores alertam, porém, que a área atingida pode ser ainda maior, já que o estudo considerou os registros oficiais disponíveis.
Deriva reduz produtividade e antecipa renovação de vinhedos
Os impactos não se limitam à perda imediata da produção. Quando atingidas por herbicidas hormonais, as videiras apresentam sintomas característicos, como deformações nas folhas, além de redução da produtividade.
O problema também pode comprometer os ciclos seguintes.
