A ponteira Tifanny Abreu, que se apresenta como mulher trans, está autorizada a disputar o Campeonato Paulista Feminino de Vôlei pelo Osasco São Cristóvão. A confirmação foi feita pela Federação Paulista de Volleyball (FPV), que decidiu manter as regras vigentes quando a competição começou, na última quinta-feira, 13.
A manifestação da entidade ocorreu neste sábado, 15, um dia depois de a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) publicar uma nova política de elegibilidade para as competições femininas. A norma restringe a participação a atletas do sexo biológico feminino e estabelece uma triagem genética para a verificação do gene SRY. Ou seja, a determinação proíbe a participação de atletas trans, como é o caso de Tifanny.
Como o Campeonato Paulista já estava em andamento quando a mudança foi anunciada, a FPV entendeu que o novo critério não poderia ser aplicado imediatamente ao torneio. Segundo a entidade, possíveis alterações futuras serão definidas depois de análises das áreas jurídica e de saúde.
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Trans fora da Superliga de Vôlei
A decisão da FPV cria situações diferentes para Tifanny na temporada. A jogadora poderá atuar normalmente pelo Osasco no estadual, mas, pela regra atualmente estabelecida pela CBV, ficará impedida de disputar a Superliga de Vôlei 2026/27, a Supercopa e a Copa Brasil.
