A polícia marroquina prendeu pelo menos 111 pessoas neste sábado (15), enquanto tentavam entrar no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, em meio ao reforço da segurança em ambos os lados da fronteira, após publicações nas redes sociais convocarem outra travessia em massa de migrantes.
A tentativa de travessia ocorreu duas semanas depois de mais de 72 mil migrantes terem entrado em Ceuta, provocando tensões na União Europeia e alimentando a retórica anti-imigração entre partidos de ultra-direita em todo o mundo. Pelo menos 96 pessoas morreram na tentativa de chegar a solo europeu.
Uma fonte do Ministério do Interior de Marrocos disse à Reuters que entre os detidos estavam 109 migrantes da África subsaariana e dois cidadãos marroquinos presos em Fnideq ou nos arredores da cidade marroquina em frente a Ceuta.
Segundo a agência de notícias espanhola EFE, a polícia marroquina usou gás lacrimogêneo para dispersar grupos de migrantes reunidos em colinas a cerca de 3 km da fronteira. Mais tarde, a Reuters viu centenas de policiais, alguns com equipamento antimotim e outros à paisana, retornando das colinas nos arredores de Fnideq.
A EFE e a emissora estatal espanhola TVE disseram que o Ministério do Interior de Marrocos ordenou que seus jornalistas deixassem Fnideq imediatamente, sem dar explicações.
Em Ceuta, soldados espanhóis guardavam supermercados enquanto a polícia patrulhava intensamente as principais ruas do enclave.
