A proporção de editoriais críticos ao Supremo Tribunal Federal aumentou no 1º semestre de 2026, em relação a 2025, nos 4 jornais brasileiros analisados pelo Ranking dos Políticos: Estadão, Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo e O Globo. A maior alta foi registrada na Folha, de 15,14 pontos percentuais.
O levantamento avaliou 1.833 editoriais publicados de 2023 a junho de 2026. A proporção de textos contrários à Corte passou:
Estadão - de 80,60% para 90,70%;
Gazeta do Povo - de 95,77% para 100%;
Folha - de 46,15% para 61,29%;
O Globo - de 24,14% para 28,57%.
SOBRE O LEVANTAMENTO
O Ranking dos Políticos classificou cada editorial como favorável, neutro ou contrário à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou ao STF. Foram analisados 618 textos do Estadão, 460 da Gazeta do Povo, 371 de O Globo e 384 da Folha.
Os dados de 2024 da Folha não foram incluídos. Segundo a organização, houve dificuldade para acessar o banco de editoriais antigos do jornal.
O STF também ganhou espaço nos editoriais, segundo o estudo. O caso Banco Master e decisões monocráticas do ministro Alexandre de Moraes aparecem como os principais temas associados às avaliações negativas.
O inquérito das fake news, os debates sobre liberdade de expressão e a concentração de poder em poucos ministros também aparecem com frequência. Os 4 jornais defendem que a Corte limite a própria atuação e preserve o equilíbrio entre os 3 Poderes.
Apesar do aumento das críticas, as posições variam entre os veículos.
