O gelo ainda estava espesso sobre as águas quando o imponente navio-tanque Christophe de Margerie partiu na primeira viagem da temporada pela Rota do Mar do Norte, no final de maio.
O navio havia acabado de fazer uma parada em um porto conectado ao Arctic LNG-2, uma instalação de gás natural liquefeito sancionada pelos EUA, localizada no fundo do Ártico russo, conforme mostram dados de navegação.
De lá, guiado na maior parte do trajeto por um quebra-gelo, o navio-tanque avançou pesadamente por milhares de milhas pelas águas do Ártico e pelo Mar de Bering.
A viagem de aproximadamente duas semanas terminou na Península de Kamchatka, no Extremo Oriente russo, onde o navio-tanque adentrou uma baía isolada que já foi sede de um assentamento militar soviético.
Lá, imagens de satélite analisadas pela CNN mostram o Christophe de Margerie encostado a uma grande unidade flutuante de armazenamento, em uma formação típica de transferências de carga entre navios.
O navio-tanque aparentemente descarregou sua carga vetada na unidade antes de iniciar o retorno ao Ártico, conforme indicam dados do Marine Traffic.
Bloqueada por gelo intransponível durante grande parte do ano e navegável sem quebra-gelos apenas em uma curta janela de verão, a Rota do Mar do Norte (NSR, na sigla em inglês), controlada por Moscou, é uma artéria controversa que corta uma região cada vez mais vista como um novo palco de rivalidade entre as grandes potências.
