A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) criticou, na 6ª feira (14.ago.2026), uma eventual tramitação “apressada” da proposta que altera a escala de trabalho 6 X 1. Em nota à imprensa, o presidente da federação, Paulo Skaf, afirmou que o tema exige um debate técnico e que a discussão não deveria ser feita sob influência do calendário eleitoral. Leia a íntegra (PDF - 150 KB).
A manifestação se deu no mesmo dia em que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), encaminhou à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) a PEC que acaba com a escala 6 X 1. A proposta, aprovada pela Câmara, estava parada no Senado desde 28 de maio.
Segundo a Fiesp, a definição das escalas de trabalho diretamente no texto constitucional seria uma “anomalia sem paralelo no mundo”. A federação defende que as condições de trabalho sejam negociadas de acordo com as características de cada setor.
“A realidade do comércio é diferente da saúde, que é diferente da indústria, que é diferente do agronegócio. Este é um assunto que deve ser discutido setorialmente. Ninguém é contra você ter esse debate, mas não pode ser dentro do calor de um ano eleitoral, em que as motivações normalmente são outras”, disse Skaf.
A nota foi divulgada depois que Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomaram as conversas sobre a pauta do Congresso. Os 2 se reuniram 3 vezes em um período de 10 dias.
