A família de Jason Arday, o acadêmico de Cambridge encontrado morto na sexta-feira (14) após sua renúncia no meio de alegações de plágio, descreveu-o como um “homem gentil” que enfrentou “abusos continuados.”
Arday, de 41 anos, foi o professor negro mais jovem da história da Universidade de Cambridge e uma figura pública celebrada até o mês passado, quando sofreu uma rápida queda em desgraça após questionamentos intensos sobre suas conquistas acadêmicas e trabalho de caridade.
Arday tornou-se o foco de centenas de artigos duvidando de sua credibilidade e denegrindo seu caráter na mídia britânica e internacional.
A notícia de sua morte causou comoção geral, com muitos daqueles que prestaram homenagens argumentando que o tratamento recebido por ele foi desproporcional, se não abertamente racista.
“Não é um momento para qualquer apressamento em julgamentos”, disse Burnham a jornalistas. “É um momento para reflexão, eu diria, refletindo sobre como as coisas chegaram a este ponto.”
Em um comunicado divulgado por sua editora Simon & Schuster UK no sábado, a família de Arday disse que ele teve que lidar com anos de abuso.
“Jason foi submetido a uma campanha de abuso continuado por mais de três anos desde que aceitou o cargo de professor na Universidade de Cambridge por aqueles que não mediram esforços em sua busca para miná-lo”, disse a família.
