Na quinta-feira, 13 de agosto, 1,5 mil pessoas de todo o mundo lotaram o teatro Karl Marx, em Havana, Cuba, para comemorar os 100 anos de nascimento do ditador Fidel Castro. Enquanto os dirigentes do Partido Comunista Cubano, reunidos no palco, celebravam as transformações causadas pelo homenageado no país, a população enfrentava as consequências delas do lado de fora, como a constante falta de energia elétrica.
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Na mesma data da celebração, o boletim da Union Electrica, a companhia estatal responsável pelo abastecimento de eletricidade no país, informava que seria capaz de atender cerca de um terço da demanda nacional no horário de pico. O aviso está em uma postagem em seu perfil no Facebook, seguido de comentários feitos por cubanos insatisfeitos. A população enfrenta rotineiramente dias com mais de 20 horas sem energia.
“A tortura continua para o povo”, escreveu um deles. “É a revolução do blackout”, completou Angel Cuencas.
Na fotografia postada pela estatal em homenagem ao ditador, uma mãe desabafa. “Vocês acham justo ter apenas 2 horas de energia elétrica por dia?”, questiona Guilaerta Navarro. “Ver a comida apodrecer? Não conseguir dormir uma única noite inteira com energia elétrica durante meses? Ver seu bebê cheio de marcas, picadas, crostas e arranhões causados pelas picadas de mosquitos?
