Os livros ganharam novos formatos nos últimos anos, e a praticidade de carregar uma biblioteca no bolso ou ouvir um livro durante outras atividades fez essas opções conquistarem cada vez mais espaço. Tanto o e-book quanto o audiobook permitem consumir o mesmo conteúdo, mas o cérebro processa cada experiência de maneira diferente, principalmente nos primeiros momentos. Quando o assunto é concentração, será que existe um formato mais eficiente?
Segundo Rafael Iglesias Menezes da Silva, psicólogo, doutor em Psicologia e professor de Neurociência no curso de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), não existe um vencedor absoluto. A escolha depende do tipo de conteúdo, do ambiente e até das características individuais de cada pessoa.
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A principal diferença entre os formatos está na porta de entrada da informação no cérebro. Enquanto a leitura ativa inicialmente áreas visuais responsáveis pelo reconhecimento de letras e palavras, os audiobooks estimulam primeiro as regiões auditivas e ligadas à compreensão da fala. Conforme explica Rafael:
"Quando lemos um e-book, a informação entra inicialmente pelas áreas visuais. No audiobook, a entrada acontece pelas áreas auditivas e pelas regiões ligadas à compreensão."
Segundo o especialista, apesar desse início diferente, os caminhos acabam convergindo.
