Gonçalo Mota nasceu em 1987, em Portalegre (Portugal), e desde cedo demonstrou aptidão para a poesia, tendo ganhado um concurso literário quando estava no secundário. É autor dos livros: Palavras Mestras (2024) e Poética Tecnológica (2025). Além disso, é coautor de diversos livros, dentre eles a Antologia brasileira A Poética das Cores (Brecci Books, 2026).
Seu livro de estreia, Palavras Mestras: Antologia Poética, foi publicado em 2024 pela Editora Poesia Impossível. A obra contém 48 poemas que são, sobretudo, metalinguísticos. Palavras Mestras (2024) aborda o fazer poético como uma válvula de escape de um eu-lírico que vive dividido entre a sanidade e a loucura.
E mais, ele luta por causas que não são somente suas, causas humanas. O eu-lírico de Mota é alguém que escancara as mazelas humanas, denuncia a miséria e a maldade. Não se cala perante a injustiça, como é possível notar no seguinte poema:
“Mundo
Tentamos resolver situações extremas
Evitar problemas
A vida vira-te as costas
Dá-te sensações que não gostas
Se estás em baixo nem sempre o mostras
O Mundo está em plena decadência
O ser Humano erra, fere e mata sem ter consciência
E muitas coisas mais, no final disto tudo seremos ainda racionais?
Até quando os nossos valores vão ser apenas capitais?
Até quando, os números de morte infantil vão ser altos demais?
Até quando, as contas com armamento vão ser colossais?
