O Discord enviou à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), na noite da sexta-feira 14, os esclarecimentos solicitados depois da determinação que suspendeu as transmissões ao vivo da plataforma no Brasil.
No documento, a empresa afirma que mantém mecanismos para proteger crianças e adolescentes e alega que a criptografia das chamadas de voz e vídeo impede o monitoramento direto das transmissões.
A suspensão das lives foi determinada pela ANPD na quarta-feira 12. A medida não impede o funcionamento do Discord no país e permanecerá em vigor até que a empresa comprove a adoção de mecanismos efetivos de proteção de crianças e adolescentes.
Entre os recursos apresentados à agência, o Discord citou mecanismos de verificação de idade. Segundo a empresa, quando não é possível confirmar a idade do usuário, a conta recebe automaticamente as restrições destinadas a adolescentes.
A plataforma também mencionou a Central da Família, ferramenta de controle parental que permite aos responsáveis acompanhar servidores integrados, lista de amigos e tempo de uso, além de restringir transações financeiras e interações com desconhecidos.
Caso de suicídio de adolescente não ocorreu no Discord
A decisão da ANPD ocorreu em meio à repercussão do caso de uma adolescente de 13 anos que teria sido induzida por um grupo a tirar a própria vida durante uma transmissão.
Segundo o Discord, a transmissão que motivou a medida ocorreu em um grupo privado.
