O CEO da Rain Protocol, Roy Shaham, afirmou que mercados preditivos são diferentes de apostas esportivas e defendeu a criação de um marco regulatório específico para o setor no Brasil. Em entrevista ao Poder360, o executivo disse que os contratos de previsão são mais próximos da negociação de ativos financeiros do que de uma aposta.
Shaham também falou sobre o uso de inteligência artificial para resolver disputas, os riscos de manipulação em mercados com baixa liquidez, o uso de informações privilegiadas e os limites para contratos relacionados a guerras, epidemias e desastres naturais.
Mercados preditivos são plataformas em que usuários negociam contratos vinculados à ocorrência ou não de eventos futuros. Os preços desses contratos mostram a probabilidade atribuída pelo mercado a determinado resultado. Os contratos podem ser negociados antes da definição do evento e abranger temas como eleições, esportes, economia, clima e outros acontecimentos mensuráveis.
Poder360: Os Estados Unidos já permitem que plataformas como a Kalshi operem sob um marco regulatório. O que ainda precisa acontecer para que mercados preditivos baseados em blockchain possam funcionar de forma regulada no Brasil?
Roy Shaham: Os reguladores brasileiros têm uma responsabilidade importante: proteger os consumidores e, ao mesmo tempo, permitir a inovação. Acredito que o caminho correto seja construir um marco específico junto com provedores responsáveis de infraestrutura e operadores.
