Desde o Egito Antigo, quando usavam maquiagem nos olhos (kohl), perfumes e óleos, os homens se preocupavam com a estética corporal. Pesquisando como gregos e romanos usavam as academias e banhos públicos, é possível concluir que o que mudou durante os séculos foi a forma como isso é percebido (e aceito).
A partir dos anos 2000, o homem voltou a se permitir cuidar de si, agora como sinônimo de saúde e qualidade de vida. A virada está estampada nos números mais recentes de uma análise de mercado apresentada em janeiro deste ano no congresso IMCAS, em Paris, cruzando dados da ISAPS (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética) entre 2018 e 2024.
Ou seja, durante um dos maiores congressos internacionais de dermatologia, estética e cirurgia plástica do mundo, dados da ISAPS revelaram que as cirurgias estéticas em homens cresceram 95% no período, contra 59% entre mulheres, diferença que chamou atenção de especialistas do setor.
Nos procedimentos não cirúrgicos, como aplicações injetáveis e depilação a laser, o crescimento entre homens foi ainda maior: 116%, ante 55% no público feminino. Isso confirma que, nesse segmento, os homens vêm entrando no mercado em ritmo acelerado, especialmente nos tratamentos menos invasivos.
Para dimensionar o mercado como um todo, a própria ISAPS registrou cerca de 38 milhões de procedimentos estéticos no mundo em 2024, entre cirúrgicos e não cirúrgicos, alta de 42,5% em quatro anos.
