O jornal O Estado de S. Paulo criticou, em editorial, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, por não condenar a decisão do ministro Alexandre de Moraes que resultou na identificação da fonte de um jornalista. O texto, publicado neste sábado, 15, classifica como “frustrante” a primeira manifestação pública de Fachin sobre o episódio.
Embora o presidente do STF tenha defendido o sigilo da fonte como garantia constitucional, o editorial afirma que ele entrou em contradição ao não censurar diretamente a atuação de Moraes. Para o jornal, Fachin tentou conciliar posições incompatíveis.
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O caso envolve o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida. Em março, por ordem de Moraes, a Polícia Federal apreendeu equipamentos do profissional depois que ele publicou uma reportagem sobre o uso de um veículo do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) pelo ministro Flávio Dino e seus familiares.
A investigação foi remetida a Moraes por suposta conexão com o inquérito das fake news e chegou ao nome de Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista.
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Ao autorizar a medida, Moraes afirmou que “nenhuma garantia constitucional, inclusive o sigilo da fonte, pode ser instrumento de impunidade criminal”.
