A Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham Brasil) voltou a defender o caminho das negociações diplomáticas com os Estados Unidos para tentar diminuir ou reverter o tarifaço comercial imposto pela Casa Branca a diversos produtos nacionais.
Para a entidade, a adoção da reciprocidade contra o governo do presidente Donald Trump deveria ser evitada.
Na última quinta-feira, 13, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a abertura formal de um processo para avaliar possíveis medidas de resposta a Washington com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
A abertura do processo é apenas o primeiro passo para a eventual retaliação do Brasil. Uma decisão deve ser tomada apenas depois das eleições gerais no país, em outubro deste ano. Há a possibilidade de que a definição fique somente para 2027.
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O que diz a Amcham Brasil
"A Amcham considera que a adoção de eventuais contramedidas deve ser evitada, diante do considerável risco de elevar custos para empresas e consumidores, afetar cadeias produtivas e investimentos e levar a uma escalada comercial e política na relação com os EUA, reduzindo o espaço para o diálogo e tornando mais difícil alcançar uma solução negociada", afirmou a entidade por meio de nota.
Segundo a Amcham Brasil, uma pesquisa mostrou que 90,5% das empresas defendem o diálogo diplomático e comercial com o governo Trump e apenas 3,2% são favoráveis a medidas de reciprocidade.
