Viktor Kruhlov, diretor da Ranok, uma das maiores editoras infantis da Ucrânia, mal continha as lágrimas ao ver pilha após pilha de seus livros serem transformadas em cinzas.
“É uma visão terrível ver livros queimando”, lamentou ele.
Um ataque russo com drones ao depósito da Ranok na cidade de Kharkiv, no nordeste do país, em 1º de agosto, destruiu cerca de oito milhões de livros, o maior golpe sofrido até agora pela indústria editorial ucraniana durante a guerra de quatro anos.
As editoras afirmam que mais de dez milhões de obras foram destruídas em ataques a depósitos nos últimos meses, ameaçando um setor que, inicialmente, se beneficiou da crescente demanda por literatura em língua ucraniana no início do conflito.
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Enquanto os bombeiros combatiam o incêndio, Kruhlov disse que a primeira explosão no depósito foi seguida, momentos depois, por uma segunda no mesmo local.
“Este foi um ataque deliberadamente planejado contra o depósito de livros”, afirmou o diretor da editora, cuja empresa imprime cerca de um terço dos livros didáticos utilizados nas escolas ucranianas.
O Ministério da Defesa da Rússia não respondeu a um pedido de comentário.
