Medicamentos à base de semaglutida (como Ozempic, Rybelsus e Wegovy) e de tirzepatida (Mounjaro) despertaram grande interesse da população devido à alta eficácia no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Ao mesmo tempo, intensificou-se a busca por informações sobre produtos ainda sem autorização sanitária, que vêm sendo comercializados ilegalmente na internet, gerando riscos à saúde dos consumidores.
É o que mostra o estudo Saúde em risco na era digital: desinformação, automedicação e busca por canetas emagrecedoras não autorizadas no Brasil, realizado por pesquisadores do Nechs (Núcleo de Estudos em Comunicação, História e Saúde). A pesquisa analisou, com base em dados do Google Trends, o comportamento de busca relacionado a 5 canetas emagrecedoras sem registro sanitário no país: T.G., Tirzec, Lipoless, Lipoland e Retatrutida. Sem o aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), não há garantia de que a composição informada no rótulo corresponda ao conteúdo do produto. Também não há garantia de que eles atendam aos padrões de qualidade, concentração e segurança exigidos.
No caso da Retatrutida, a Anvisa alertou que a substância está em fase de pesquisa clínica e ainda não foi aprovada para uso terapêutico em nenhum país.
EXPANSÃO ACELERADA
Os resultados da pesquisa apontaram um aumento do interesse por esses medicamentos ao longo do período analisado.
