O campo sempre fez parte da vida de Gracita Basso. Filha de agricultores de Espumoso (RS), ela cresceu acompanhando o pai na lida, mudou-se ainda adolescente para o Distrito Federal e, ao longo de mais de três décadas, transformou a relação com a terra em profissão. Mas foi diante de perdas familiares e da necessidade de assumir o negócio que a produtora encontrou no trabalho a força para seguir em frente e dar continuidade ao legado da família.
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Hoje, agricultura e avicultura fazem parte de uma operação conduzida com atenção diária aos custos, ao manejo, à tecnologia e aos resultados. Ao mesmo tempo, a propriedade começa a escrever um novo capítulo: o filho, Renato, demonstra interesse em assumir a sucessão e levar o negócio para uma nova geração.
Do Rio Grande do Sul para uma nova vida no Distrito Federal
A ligação de Gracita com a produção rural começou ainda na infância. Filha de Amado e Vilma, ela conta que, aos 7 ou 8 anos, já preferia acompanhar o pai no campo às atividades dentro de casa.
“Era ruim, era duro, mas eu sempre gostei mais da lida do campo do que ficar dentro de casa”, recorda.
Ser a filha mais nova e a única mulher da família também trouxe desafios. Aos 15 anos, em setembro de 1989, ela deixou o Rio Grande do Sul e se mudou para o Distrito Federal, onde os irmãos já estavam. Os pais chegaram no início do ano seguinte.
