Até aqui, a disputa pelo Palácio do Planalto tem sido marcada por crises, ataques e tentativas de desgaste dos adversários, por vezes mais do que pelo detalhamento de propostas. Com o início oficial da campanha, neste domingo (16), chega a hora em que os candidatos à Presidência terão de responder a uma pergunta básica de uma eleição: o que pretendem fazer se forem eleitos?
Em um pleito já marcado pela polarização e por altos índices de rejeição, os programas de governo ajudam a mostrar como cada candidato pretende se diferenciar e qual projeto oferece ao eleitor.
Candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta transformar a experiência de governo em seu principal ativo. A vantagem é poder apresentar como propostas medidas que já estão em execução ou que fazem parte da agenda petista, como a regulamentação das redes sociais, a defesa da soberania nacional e o fim da escala trabalhista 6 por 1.
Ao mesmo tempo, Lula terá de apresentar razões para um novo mandato e mostrar o que pretende fazer daqui para frente para um eleitorado que já conhece seu estilo de governar. A campanha também será atravessada por desgastes que vêm sendo explorados pela oposição, como as investigações envolvendo o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha -, a crise do INSS e a percepção de insegurança.
Flávio Bolsonaro (PL) herda o espólio político do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas enfrenta o desafio de imprimir uma identidade própria à candidatura.
