De janeiro a junho de 2026, o Brasil recebeu 34.346 refugiados, principalmente cubanos, venezuelanos e haitianos. De acordo com dados do OBMigra (Observatório das Migrações Internacionais), esses imigrantes integram os 548.204 que entraram no território nacional em busca de asilo desde 2016 -distribuídos por todos os Estados do país.
No total, o Brasil recebeu 587.681 solicitações de refúgio no século 21. Destas, cerca de 93% foram efetuadas a partir de 2016.
Roraima, que está próxima da Venezuela e da Guiana, concentra a maior parte das chegadas. Nos últimos 10 anos, o Estado mais ao norte do Brasil recebeu 331 mil refugiados, o que corresponde a 60% de todas as entradas registradas no país.
Por causa das fronteiras terrestres, a região concentra um alto volume de venezuelanos, que ingressam no país por Roraima. No entanto, grande parte desses refugiados transita pelo território só no momento da entrada, deslocando-se para outras regiões do Brasil. Não há registro sobre os destinos finais dos refugiados no território nacional.
O pico de entradas foi registrado em 2019, com mais de 82.500 pessoas buscando asilo no Brasil. O fluxo foi interrompido a partir da pandemia da covid-19.
Os anos de 2020 e 2021 registraram os menores índices de entrada de refugiados na última década. As restrições de circulação impostas pelo lockdown durante a pandemia reduziram o fluxo.
