A Schneider Electric afirma que tecnologias de automação e digitalização podem reduzir em até 30% o consumo de energia de uma indústria sem diminuir a produção. A estimativa foi apresentada pelo presidente da companhia para a América do Sul, Rafael Segrera, em entrevista ao Poder360.
A conversa foi gravada na 4ª feira (12.ago.2026), em Brasília. Segrera afirmou que a empresa quer se consolidar como “líder em inteligência energética” ao tornar mais eficiente o uso da energia.
190 ANOS DE TRANSFORMAÇÃO
Fundada em 1836, a Schneider surgiu antes da comercialização da lâmpada incandescente, iniciada no fim do século 19. A empresa teve origem em uma fundição em Le Creusot (França), e concentrou suas atividades iniciais na siderurgia e na indústria pesada.
A partir de 1981, o grupo começou a deixar áreas como siderurgia, construção naval e obras públicas para se concentrar no setor elétrico. Em 1999, adotou o nome Schneider Electric.
A empresa avançou da fabricação de componentes elétricos para os CLPs (controladores lógicos programáveis) e a automação industrial, predial e de infraestrutura. Mais recentemente, ampliou a oferta de programas e serviços digitais.
“Vejo duas características muito fortes da Schneider: adaptabilidade e resiliência. Com 190 anos, você precisa disso”, afirmou Segrera, que trabalha há 30 anos na companhia.
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
O foco da Schneider está nas tecnologias voltadas à distribuição e ao consumo de energia.
