A descoberta de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, no Amapá, divulgada nesta sexta-feira (14), foi recebida com otimismo pelo setor de petróleo e gás, mas também acendeu alertas sobre os desafios ambientais que cercam a exploração da região. Ao CNN Prime Time, Telmo Ghiorzi, CEO da ABESPetro, Associação Brasileira das Empresas de Bens e Serviços de Petróleo, avaliou o anúncio e destacou os obstáculos que ainda precisam ser superados antes de qualquer extração efetiva.
Otimismo aguardado há 13 anos
O bloco exploratório em questão foi leiloado pelo regime de concessão em 2013, e a descoberta representa o resultado de mais de uma década de espera pelo setor. “É um otimismo que é aguardado há 13 anos”, afirmou Ghiorzi.
Ele ressaltou, no entanto, que a descoberta ainda não é definitiva: serão necessárias mais perfurações para delimitar, quantificar e qualificar a reserva. “Aparentemente, teremos uma reserva que, se tudo correr bem, será similar ao que encontraram na Guiana, que foram 11 bilhões de barris”, disse.
Para efeito de comparação, o Brasil conta atualmente com reservas próximas a 15 bilhões de barris. “Se nós encontrarmos nessa localização uma reserva parecida, a gente muda o patamar radicalmente”, acrescentou.
Questão ambiental permanece mal equacionada
Apesar do entusiasmo, Ghiorzi foi enfático ao apontar que a questão ambiental ainda representa um sério entrave. “Pesa negativamente e pesa muito. Esse permanece um enorme desafio”, declarou.
