A Venezuela anunciou nesta sexta-feira (14) a libertação de mais de uma centena de presos políticos, entre eles uma mulher acusada de participar de um atentado contra o então presidente Nicolás Maduro, após a promessa feita na véspera pela chefe da delegação opositora nas negociações com o governo interino.
Dinorah Figuera, líder da delegação da oposição, comprometeu-se na quinta-feira a trabalhar pela libertação de presos políticos após concluir uma rodada inicial de conversas com o governo interino da Venezuela, um processo patrocinado pelos Estados Unidos.
Trata-se do primeiro resultado concreto obtido paralelamente à mesa de diálogo entre as partes.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, celebrou a medida. “É um passo crucial para o processo de reconciliação da nação. Desde 3 de janeiro, 1.046 venezuelanos foram libertados”, escreveu na rede social X.
A libertação de presos políticos vinha sendo uma das principais demandas desde o início das negociações, que buscam uma transição política no país após a derrubada de Maduro, há sete meses, em uma operação militar americana.
Em comunicado, o governo informou a “concessão de medidas alternativas à privação de liberdade para um total de 131 pessoas que se encontravam sob regime de detenção, por sua suposta ou comprovada participação na prática de delitos previstos no ordenamento jurídico venezuelano”.
Ángeles Tirado, familiar de vários detidos, comemorou as libertações.
