Durante anos, motoristas brasileiros se apoiaram na famosa regra dos 70% para decidir se valia a pena abastecer com etanol ou gasolina. O cálculo simples virou hábito nacional: se o preço do etanol fosse até 70% do valor da gasolina, a escolha era óbvia.
Mas em 2026, esse truque popular perdeu força. A chegada da gasolina E32, que aumentou a mistura obrigatória de etanol anidro de 30% para 32%, mudou a conta e deixou a regra ultrapassada. A alteração faz parte da Lei do Combustível do Futuro, que busca reduzir emissões e ampliar o uso de fontes renováveis.
Agora, especialistas afirmam que não existe mais um percentual fixo para orientar o consumidor. O rendimento dos motores flex varia conforme modelo, tecnologia e até região, tornando necessário avaliar o consumo real e os preços locais antes de decidir.
O impacto da gasolina E32
A nova fórmula da gasolina altera o poder calorífico do combustível, aproximando seu desempenho ao do etanol. Isso significa que a diferença de rendimento entre os dois já não é tão previsível, e em alguns casos o etanol pode compensar mesmo acima do antigo limite de 70%.
Testes realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia confirmaram que veículos leves e motocicletas mantêm desempenho adequado com a gasolina E32, sem prejuízos em dirigibilidade ou consumo. A análise incluiu partida a frio, aceleração e emissões, reforçando que a mudança é segura e viável.
Como calcular o melhor para o carro?
