O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou que a Marinha americana abandone o moderno sistema de lançamento eletromagnético em um futuro porta-aviões e, em vez disso, retorne a um método mais antigo de catapultas a vapor, o que pode acrescentar bilhões ao custo do projeto e adiar sua entrada em operação para o final da década de 2030.
A diretriz, detalhada em um memorando e em uma ficha informativa da Casa Branca divulgados na quinta-feira (13), determina que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, apresente um plano em até 60 dias para instalar os sistemas de catapulta em um porta-aviões em construção, que deverá receber o nome de USS Doris Miller.
Embora a Casa Branca argumente que a medida irá “resolver problemas críticos de longo prazo”, especialistas navais afirmam à CNN que essa mudança repentina é altamente incomum.
O mais recente porta-aviões dos EUA, o USS Gerald R. Ford, foi construído com um sistema de lançamento eletromagnético conhecido como EMALS. No entanto, os 10 porta-aviões mais antigos da Marinha dos EUA, da classe Nimitz, ainda utilizam catapultas a vapor.
Bryan Clark, pesquisador sênior do Hudson Institute, acrescentou que a medida exigiria o reprojeto do USS Doris Miller, que já está em construção. O custo disso, disse ele à CNN, “provavelmente chegará à casa dos bilhões”, e a mudança poderia atrasar o porta-aviões, cuja entrada em serviço estava prevista para cerca de 2034, “até o final da próxima década”.
