MARANHÃO - O número de conflitos por direitos territoriais e de assassinatos de indígenas aumentou no Maranhão em 2025, segundo o relatório anual do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). O levantamento mostra que os conflitos passaram de seis para oito casos no estado, enquanto os assassinatos subiram de seis para sete. O documento também aponta 168 mortes de crianças indígenas de até quatro anos, além de ameaças, invasões, desmatamento e exploração ilegal de recursos naturais em territórios indígenas.
Os dados fazem parte de um cenário de violência que atingiu diferentes povos e comunidades no estado ao longo do ano. Entre os casos registrados pelo Cimi estão 11 violações envolvendo o povo Gavião, grupo que também relata situações de vigilância e ameaças dentro de seus territórios.
Em todo o Brasil, o relatório contabilizou 169 conflitos por direitos territoriais em 2025, envolvendo 143 terras indígenas distribuídas por 23 estados. O levantamento também registrou 258 assassinatos de indígenas no país e mais de mil mortes de crianças indígenas de até quatro anos.
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No Maranhão, as 168 mortes de crianças nessa faixa etária representam um aumento de 11 casos em relação a 2024. Para a coordenadora adjunta do Cimi, Rosana de Jesus Diniz, a dificuldade de acesso à água potável está entre os fatores relacionados à mortalidade infantil nas comunidades.
