A Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil) afirmou que o Brasil deve evitar contramedidas no processo de reciprocidade deflagrado contra os Estados Unidos.
Em nota, a entidade defendeu a intensificação do diálgo entre as partes, “com o objetivo de reduzir as sobretaxas atualmente em vigor, evitar novas restrições e construir um entendimento que preserve e amplie o comércio e os investimentos bilaterais”.
A instituição afirmou que acompanha com atenção os desdobramentos da negociação entre os dois países sobre as taxas combinadas de 37,5% impostas pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) com base na Seção 301 da Lei do Comércio.
Segundo a empresa, adoção de eventuais contramedidas deve ser evitada, diante do considerável risco de elevar custos para empresas e consumidores, afetar cadeias produtivas e investimentos e levar a uma escalada comercial e política na relação com os Estados Unidos.
“Ressalta-se que a abertura do procedimento de reciprocidade não representa, neste momento, decisão pela adoção de contramedidas pelo Brasil. O rito ordinário adotado prevê consultas diplomáticas com o governo dos Estados Unidos, análise de enquadramento e consulta pública como parte do processo prévio de avaliação”, informou.
