O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta sexta-feira (14) que sua atuação no caso envolvendo o filme Dark Horse, cinebiografia inspirada na trajetória política de Jair Bolsonaro (PL), deve ser guiada pelo conteúdo reunido no processo.
“Eu sou um dos escravos dos autos. Eu tenho que [fazer com que] as minhas decisões tenham uma correspondência com aquilo que está nos autos”, disse, em entrevista ao Itercast.
Em 22 de julho, Mendonça autorizou a abertura de investigação pela PF (Polícia Federal) sobre os repasses feitos para a produção do filme. A apuração busca esclarecer o destino de cerca de R$ 61 milhões pagos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para financiar a obra.
O objetivo da investigação é saber se o montante foi, de fato, para onde as notas fiscais apontam, ou se foi usado para outra finalidade.
“O meu papel é ser imparcial, acho que esse é o meu papel. E quanto mais eu me mantiver nesse eixo, eu acho que eu vou corresponder àquilo que a Constituição espera de mim e, por decorrência, acho que a própria sociedade”, disse Mendonça.
O ministro também disse que decisões que não prejudiquem o andamento das investigações devem ser divulgadas tão logo seja possível. Segundo Mendonça, a publicidade das decisões permite que a sociedade avalie os critérios utilizados para deferir ou negar medidas.
“Uns vão concordar, outros vão discordar da sua decisão. Mas um ponto de convergência mínimo deve haver.
