O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta 6ª feira (14.ago.2026) que o governo brasileiro terá “muita cautela e muita responsabilidade” na condução do processo de reciprocidade comercial aberto contra os Estados Unidos.
Segundo Durigan, a abertura do processo exige a coleta de informações de empresas que possam ser afetadas por eventuais medidas de reciprocidade, que ainda não estão definidas.
“O 1º impacto do processo de reciprocidade é a gente poder colher o empresariado brasileiro, mas também o empresariado lá do exterior, quais seriam os impactos e as preocupações que eles têm com eventuais medidas de reciprocidade”, afirmou.
O ministro disse que o procedimento busca ouvir empresas e setores afetados antes de uma eventual adoção de contramedidas pelo governo brasileiro.
“Um país que é sério, que vai ouvir quem é afetado pela reciprocidade, ele demanda coleta de eventuais interessados e eventuais impactados por uma medida de reciprocidade que pode vir ou não a ser adotada no futuro”, declarou.
Durigan também destacou que a Lei de Reciprocidade Econômica foi aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional. Segundo ele, o governo pretende conduzir o processo com cautela.
O ministro não apresentou uma previsão para a adoção de eventuais contramedidas contra os Estados Unidos.
