Relatório do Cimi aponta alta de conflitos e assassinatos no Maranhão
O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou o relatório anual sobre a violência contra os povos indígenas no Brasil em 2025. Segundo o documento, houve agravamento das violações de direitos em diferentes regiões do Maranhão, com aumento de conflitos territoriais e assassinatos, além de registros de ameaças, invasões, desmatamento, pressão econômica e exploração ilegal de recursos naturais.
De acordo com o Cimi, os conflitos por território no Maranhão passaram de seis para oito casos, enquanto os assassinatos aumentaram de seis para sete. As ameaças de morte também cresceram, e 11 violações envolvendo o povo Gavião foram mapeadas.
Segundo a coordenadora adjunta do Cimi, Rosana de Jesus Diniz, a violência contra o patrimônio indígena está diretamente relacionada à exploração dos recursos naturais existentes nos territórios, como florestas, minérios e fontes de água.
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“Essa violência contra o patrimônio tem a ver diretamente com a exploração, nos territórios indígenas, dos bens naturais da floresta, do minério e das fontes de água. Outro elemento que contribui para essas violências está relacionado à aprovação de leis no Congresso, leis que flexibilizam ou tentam fazer retroceder direitos indígenas e leis ambientais que também fragilizam a proteção desses bens”, afirmou Rosana de Jesus Diniz.
Relatório do Cimi aponta aumento de conflitos territoriais e assassinatos de indígenas no Maranhão em 2025
