A baixa qualificação de profissionais no Brasil representa um custo elevado para o setor produtivo do país.
Segundo estimativa do Movimento Brasil Competitivo (MBC), o déficit de mão de obra qualificada chega a R$ 335 bilhões, valor que reflete o investimento adicional que as empresas precisam realizar para capacitar seus trabalhadores dentro dos ambientes de trabalho.
O dado foi apresentado por Tatiana Ribeiro, do MBC, que destacou o impacto direto desse cenário na competitividade das empresas brasileiras frente aos concorrentes internacionais.
Segundo ela, a situação tende a se agravar com o avanço da tecnologia e da inteligência artificial, tornando ainda mais urgente a qualificação adequada da força de trabalho.
Desemprego revela desigualdade por escolaridade
Ao analisar os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), Tatiana Ribeiro apontou um claro descasamento entre oferta e demanda de trabalho quando se considera o nível de escolaridade.
“Você tem hoje 3% de desemprego entre pessoas com ensino superior, mas quando a gente olha para quem tem ensino médio incompleto, esse valor já sobe para 9%”, afirmou. Para ela, esse contraste evidencia o quanto a baixa escolaridade impacta diretamente o acesso ao mercado de trabalho.
