A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) intensificou nos últimos dias a articulação com senadores para frear a tramitação da PEC que extingue a escala 6x1, conforme informações obtidas por Oeste. A entidade defende que o tema exige debate técnico e aprofundado, fora do calendário eleitoral, e alerta que a fixação de escalas de trabalho na Constituição é uma "anomalia sem paralelo no mundo".
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O movimento da Fiesp ocorre depois da decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Nesta sexta-feira, 14, ele encaminhou a PEC 221/2019 para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A medida veio depois de conversas entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O diálogo selou a reaproximação entre os dois líderes.
Com a PEC em tramitação na CCJ, o próximo passo será a definição da relatoria. A partir dessa escolha, a comissão definirá o calendário para análise da matéria.
Fiesp vê risco à competitividade e defende negociação setorial
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, criticou a proposta aprovada na Câmara. Ele afirma que a tramitação ocorreu de forma açodada e sem diálogo com o setor produtivo.
Em coletiva em maio, Skaf declarou que o fim da escala 6x1 reduz a competitividade das empresas. O executivo alertou ainda que o Brasil já perde negócios para o Paraguai, onde a jornada semanal segue em 48 horas.
Para a Fiesp, é fundamental preservar a autonomia das negociações coletivas.
