O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo, abriu uma apuração sobre a suposta perseguição e intimidação policial relatada pelo candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e por seu motorista.
A apuração foi aberta a partir de uma notícia de fato apresentada pela coligação “Desperta São Paulo”, que pediu a instauração de um Procedimento Preparatório Eleitoral (PPE) para investigar uma eventual utilização da estrutura da Polícia Militar para intimidar o candidato durante o processo eleitoral.
Em despacho, o procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt determinou uma série de diligências e deu prazo de cinco dias para que a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Polícia Militar forneçam informações sobre o episódio.
Segundo o documento, os fatos relatados pela coligação podem, em tese, indicar “possível prática de abuso dos poderes político e de autoridade”, por meio da utilização da máquina pública e do aparato policial para coagir ou intimidar um candidato durante o processo eleitoral.
O despacho também cita a possibilidade de conduta vedada pelo emprego de bens e servidores públicos em desacordo com as finalidades da administração.
A abertura da apuração, no entanto, não significa que o Ministério Público tenha concluído pela existência de irregularidades. As diligências foram determinadas justamente para esclarecer as circunstâncias do episódio.
