O McDonald's reuniu um arquivo de 515 páginas sobre um único cliente do seu programa de fidelidade, usando anos de compras para prever quantas vezes ele voltaria à rede, quanto gastaria e até o que pediria. O caso foi revelado pelo jornalista Reece Rogers, da revista Wired, que solicitou os próprios dados à empresa e teve o pedido atendido dentro da Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia (CCPA).
O documento previa que Rogers visitaria a rede 2,16 vezes nas seis semanas seguintes, com gasto médio de US$ 13,49 por pedido e total estimado de US$ 29,15 no período. Uma Coca-Cola Diet apareceu como o produto mais relevante para ele, seguido por um Spicy Snack Wrap e uma batata frita temática do Grinch.
O que o relatório revelou
O arquivo também classificava os hábitos de consumo do jornalista em categorias comportamentais, como "lanche da tarde motivado pela comida" e "almoço rápido em movimento". Constava ainda uma pontuação de "probabilidade de abandono" igual a zero, indicando que o algoritmo da empresa não via chance de ele deixar de frequentar a rede.
Além das previsões, o documento trazia o histórico completo de transações de Rogers, as ofertas enviadas pelo aplicativo, os pontos de fidelidade acumulados e cada código escaneado durante a promoção anual do Monopoly, incluindo os prêmios recebidos.
Em nota à Wired, o McDonald's afirmou que leva a sério a privacidade e a segurança dos dados dos clientes.
