As exportações brasileiras de carne bovina perderam ritmo no início do segundo semestre, influenciadas principalmente pela redução das compras da China. O movimento ocorre depois de o setor registrar o melhor primeiro semestre da série histórica, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea Esalq).
A segunda maior economia do mundo já teria preenchido 90% da cota estabelecida para as importações.
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De acordo com pesquisadores do Cepea Esalq, a desaceleração observada em julho e agosto está ligada à antecipação de embarques destinados ao mercado chinês nos primeiros meses do ano. Com o avanço do preenchimento da cota, a demanda tende a perder intensidade na segunda metade do ano.
Carne suína e citricultura também enfrentam pressão
O mercado de carne suína também registrou retração nas exportações em junho e julho. O Cpea Esalq atribui o resultado principalmente à redução das compras de países asiáticos, com destaque para as Filipinas, que ocupam a liderança entre os destinos da proteína brasileira.
A citricultura enfrenta um cenário distinto, marcado por uma crise mundial de demanda. O Brasil é o maior produtor e exportador de suco de laranja do mundo, mas o setor atravessa um ciclo negativo iniciado pela redução da oferta de laranja provocada por problemas climáticos registrados entre 2022 e 2024.
