Os policiais militares acusados pela tentativa de homicídio de um motoboy durante a Operação Escudo, no litoral de São Paulo, em 2023, irão a júri popular. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (13).
Os soldados Daniel Pereira Noda e Carlos Vinicius Batista Bruno, e o sargento Thiago Freitas da Silva, foram denunciados pelo Ministério Público após atirarem a queima roupa em Evandro Alves da Silva. Segundo o inquérito policial, a vítima estava desarmada e nua no momento dos disparos.
De acordo com o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), foram comprovadas a materialidade do fato e a existência de indícios suficientes de autoria, o que significa haver elementos que mostram a participação efetiva dos réus no crime.
A decisão, obtida pela CNN Brasil, teve como base depoimentos da vítima e de testemunhas, além de provas técnicas, como laudos periciais e as gravações das câmeras corporais dos policiais. Como acusação e defesa apresentaram interpretações contrárias sobre as imagens, a juíza entendeu que cabe ao Tribunal do Júri analisar o caso.
A magistrada destacou ainda que, nesta fase do processo, não é necessária prova definitiva da culpa dos acusados, mas apenas a existência de indícios suficientes para que o caso seja submetido ao júri popular, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.
