O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo de três decisões que detalham a investigação sobre um suposto esquema de corrupção no Maranhão, com suspeitas de obstrução de Justiça, fraudes em licitações, desvios de contratos e emendas parlamentares e o assassinato de um empresário em 2022.
Uma das decisões aponta que o senador Weverton Rocha (PDT-MA) teria atuado para dificultar o andamento da investigação sobre o homicídio no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a Polícia Federal (PF), foram identificados diálogos entre o parlamentar e o ministro Humberto Martins, que relatava o caso na Corte.
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A família do empresário assassinado apresentou uma queixa contra Martins no STF. A investigação também identificou a atuação de um agente da própria PF que, segundo os investigadores, mantinha contatos com pessoas ligadas ao grupo investigado.
Agente da PF envolvido com caso no Maranhão foi afastado
De acordo com um dos despachos, o policial federal Edvar Rodrigues dos Santos estabeleceu contatos reiterados e não autorizados com o pai de um dos investigados preso pelo homicídio em Brasília.
Segundo a corporação, o policial também manteve contato com uma pessoa diretamente vinculada a uma investigação sigilosa sobre um suposto esquema de obstrução à colaboração com o inquérito em tramitação no STF. O agente foi afastado do cargo por determinação da Corte.
