SpaceX e Blue Origin avançam com projetos para levar centros de processamento de dados à órbita terrestre, enquanto seguradoras avaliam como cobrir uma infraestrutura que ainda não possui histórico suficiente para permitir cálculos confiáveis de risco.
As iniciativas, apresentadas em 2026, envolvem constelações de milhares de satélites destinadas a concentrar capacidade computacional fora da Terra. Google também pesquisa uma arquitetura semelhante, e a startup Starcloud já colocou em órbita um processador gráfico da Nvidia.
A possível transferência de parte da infraestrutura de inteligência artificial para o espaço abre uma nova frente para o mercado segurador, mas também impõe desafios relacionados a capacidade financeira, regulamentação, precificação e riscos técnicos que podem exigir lançamentos adicionais para reparos ou substituições.
Uma nova classe de risco para as seguradoras
A proposta mais ambiciosa parte da SpaceX. Em janeiro, a empresa apresentou à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos um pedido relacionado a uma constelação que pode chegar a 1 milhão de satélites. A ideia é utilizar essa estrutura para formar um centro orbital voltado à computação de inteligência artificial.
Elon Musk sustenta que a combinação entre energia solar disponível no espaço, redução dos custos de lançamento e aumento das despesas para ampliar a oferta de energia em instalações terrestres pode tornar esse modelo economicamente competitivo.
