Brasil abre processo de reciprocidade contra tarifaço dos EUA
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) alertou nesta sexta-feira (14) que uma escalada de retaliações comerciais entre Brasil e Estados Unidos pode aumentar os custos de produção, afetar investimentos e pressionar empregos no país.
A entidade se manifestou após o novo acionamento da Lei da Reciprocidade Econômica pelo governo brasileiro, em resposta às medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos.
🔍 A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite ao país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais "injustas", o Brasil usa a Lei de Reciprocidade para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.
Para a federação, o Brasil deve defender seus interesses, mas evitar uma escalada da disputa comercial.
Retaliação não é automática
Segundo a FIEMG, o acionamento da Lei da Reciprocidade não significa que o Brasil vá aplicar imediatamente tarifas ou outras medidas contra produtos americanos.
A legislação já havia sido acionada em 2025. Naquele momento, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) analisou o caso, e o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) reconheceu formalmente o enquadramento na lei.
“Guerra comercial com os EUA pode encarecer produtos e afetar empregos”, diz entidade industrial
