O Instituto Veritá teve pesquisas eleitorais suspensas ou proibidas pela Justiça Eleitoral em 13 Estados e no Distrito Federal neste ano, em decisões que apontam falhas metodológicas, falta de transparência e, em um caso, indícios de duplicação de dados. Só na última quarta-feira, 12, os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) do Rio Grande do Norte e de Sergipe impediram a divulgação de levantamentos do instituto para os cargos de governador e senador.
Nos dois casos, os tribunais apontaram distorções na composição das amostras. As decisões indicaram uma concentração de entrevistados com maior escolaridade e renda em proporção considerada incompatível com o perfil do eleitorado dos Estados.
+ Entenda mais sobre Política em Oeste
Em Sergipe, por exemplo, 31,1% da amostra declarada pelo Veritá tinha ensino superior completo ou incompleto. O porcentual é superior aos 19,2% apresentados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2025, fonte de dados indicada pelo próprio instituto, e mais que o dobro dos 12,82% de eleitores sergipanos com esse nível de instrução segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Amostras do Instituto Veritá sob questionamento
O TRE de Sergipe proibiu a divulgação da pesquisa registrada em 7 de agosto. Ainda assim, um novo levantamento com os mesmos critérios de amostragem foi registrado na quarta-feira, 12, com previsão de divulgação na semana seguinte.
