O mercado regulado de apostas de quota fixa fechou seu primeiro ano completo com 25,2 milhões de brasileiros apostando em plataformas autorizadas, receita bruta de jogos (GGR) de cerca de R$ 37 bilhões e arrecadação de aproximadamente R$ 9,95 bilhões, entre tributos federais e destinações legais, segundo balanço da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF) divulgado em janeiro. Esse novo estágio do setor pautou o painel “As oportunidades (e os desafios) para as bets no mercado brasileiro”, realizado na quarta-feira (5), no Píer Mauá, durante a Rio Innovation Week 2026.
Antonio Guerardi, CMO da Ana Gaming, holding brasileira que opera a marca 7K Bet, representou a companhia no debate e defendeu três teses: a regulação como conquista do setor, a publicidade responsável como parte da solução e o patrocínio esportivo como relacionamento de longo prazo com o torcedor.
“O Brasil fez em dois anos o que outros mercados levaram uma década: tirou as apostas de uma zona cinzenta e construiu um mercado regulado, fiscalizado e com regras claras de proteção ao jogador. Para nós, isso não é restrição, é a condição do negócio. Publicidade responsável informa o consumidor e separa quem opera com licença de quem atua sem nenhuma fiscalização. E patrocínio esportivo, na nossa visão, não é mídia de ocasião: é relacionamento de longo prazo com o torcedor, construído com dados, escuta e respeito.
