A Motorola mantém duas fábricas no Brasil, uma em Jaguariúna (SP) e outra na Zona Franca de Manaus, descritas pela empresa como unidades de alto nível de produtividade e qualidade. Durante entrevista ao programa “É Negócio” da CNN Brasil, Rodrigo Vidigal, presidente da Motorola Brasil, disse que o desempenho das plantas brasileiras é equivalente ao de qualquer outra fábrica da companhia no mundo.
Apesar da capacidade instalada, as unidades operam abaixo do potencial. “Ela é maior do que a gente produz, porque foi projetada inicialmente para atender o mercado sul-americano”, afirmou Vidigal. Hoje, a produção se restringe ao mercado interno, já que a elevada carga tributária inviabiliza as exportações. “É mais barato para o consumidor do Chile receber um produto da Motorola que vem da China do que o meu, que estou aqui do lado”, comparou.
Com uma produção atual de aproximadamente 11 a 12 milhões de unidades por ano, Vidigal estima que seria possível chegar a 20 milhões, caso o Brasil conseguisse ser competitivo o suficiente para exportar para a América Latina. “Quem perde é o país”, afirmou, ressaltando que a Motorola, como empresa global, consegue suprir cada mercado a partir da origem mais vantajosa. A fábrica de Jaguariúna, no interior de São Paulo, segundo ele, já foi um dos maiores exportadores do país quando os smartphones começaram a ser fabricados no Brasil.
