A Azul espera reduzir novamente a capacidade no terceiro trimestre, após os recentes cortes significativos, antes de retomar o crescimento nos últimos três meses do ano, afirmou o diretor-executivo John Rodgerson na quinta-feira (13).
A Azul reduziu sua capacidade em 10,6% em relação ao mesmo período do ano anterior no segundo trimestre, um corte sem precedentes, incluindo uma redução de 24,9% nas operações internacionais, à medida que a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã interrompeu o fluxo de petróleo e provocou uma alta acentuada nos preços do combustível de aviação.
“O pico da crise de combustível ocorreu no segundo trimestre e, ao mesmo tempo, esse é normalmente o trimestre mais fraco do ano”, disse Rodgerson à Reuters. “Fizemos o que acreditávamos ser certo: reduzimos a capacidade.”
A companhia aérea, a maior do Brasil em número de cidades atendidas, espera reduzir a capacidade em cerca de 4% no terceiro trimestre, antes de retornar ao crescimento a partir do quarto trimestre, à medida que conclui a transição para uma frota de aeronaves de fuselagem larga.
Rodgerson disse que permaneceu otimista em relação ao mercado de aviação brasileiro, citando a demanda resiliente.
“Os fundamentos no Brasil estão muito bons no momento, e acreditamos que estamos bem posicionados”, disse ele.
