Até poucos meses atrás, falar em militares americanos atuando contra organizações criminosas dentro de países da América Latina parecia uma hipótese extrema. Agora, deixou de ser apenas uma hipótese. A Colômbia autorizou operações militares conjuntas com os Estados Unidos contra organizações classificadas por Washington como terroristas. E Pete Hegseth foi ainda mais explícito nesta quinta-feira (14), no Panamá: a estratégia americana é levar para terra o modelo que já vinha sendo usado contra o narcotráfico no mar.
Segundo Hegseth, os Estados Unidos estão trabalhando com a Colômbia, o Equador e outros parceiros para atacar as organizações no território desses países. E ele resumiu a nova doutrina numa frase bastante clara: quem trafica drogas e ameaça americanos ou países parceiros passa a ser tratado como alvo, assim como o Estado Islâmico e Al-Qaeda.
Hegseth afirmou que Washington passou 25 anos aperfeiçoando sua capacidade de localizar e atingir redes terroristas no Oriente Médio e perguntou por que não utilizar essas mesmas capacidades agora no Hemisfério Ocidental. Na quarta-feira (12), foi ainda mais direto. Questionado pela Reuters se os Estados Unidos estavam preparados para atacar, em conjunto com a Colômbia, integrantes do ELN e dissidentes das FARC, respondeu simplesmente: “Sim.”
E completou: organizações designadas como terroristas, quando houver parceria com os governos locais, serão alvos legítimos dos Estados Unidos.
